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3 de agosto de 2026

10 locais a visitar nos arredores de Marselha

De carro alugado pela belíssima Provença

Marselha é uma cidade animada, com um porto de pesca movimentado (Vieux-Port) e o respetivo mercado, ruelas coloridas no centro histórico de Le Panier e inúmeros cafés, restaurantes e esplanadas. Na própria cidade, não precisas de um carro alugado, mas Marselha também é um excelente ponto de partida para passeios de um dia pela natureza deslumbrante da Provença. Ou como ponto de partida para uma viagem de carro de vários dias pelo sul de França.

Marseille Notre Dame
(Foto: https://unsplash.com/@xavierqu)

Sabias que a área de Marselha é mais do que o dobro da de Paris? Aliás, grande parte dela está praticamente desabitada, como o belíssimo maciço das Calanques. Esta linda faixa costeira torna uma visita a Marselha ainda mais especial. Para lá chegares, é melhor alugares um carro, e essa é, de facto, a primeira das nossas 10 atrações turísticas nos arredores de Marselha.

1. Les Calanques

Mesmo a sul da segunda maior cidade francesa estende-se uma reserva natural espetacular, o Parque Nacional das Calanques. É composto por enseadas sinuosas com falésias íngremes de calcário, intercaladas por antigas aldeias de pescadores, onde os portos estão hoje repletos de barcos de recreio. Mas, como estas aldeias ficam numa área natural protegida, quase não há infraestruturas turísticas e o ambiente rural manteve-se intacto. Por exemplo, na pitoresca Les Goudes, que fica no extremo sudoeste do parque nacional.

As calanques de Morgiou e Sugiton, a sul de Marselha.
As calanques de Morgiou e Sugiton, a sul de Marselha. (Foto: https://unsplash.com/@xavierqu)

Não podes ir de carro para todo o lado e ainda bem, porque assim preserva-se a beleza natural das calanques. E qual é o mal de deixar o carro alugado para trás e fazer uma boa caminhada por esta região agreste? Aliás, esse é o lema do parque nacional: é preciso um pouco de esforço físico, porque as Calanques têm de ser conquistadas! Tens uma vasta escolha de trilhos para caminhadas e há mais de vinte enseadas naturais profundas nesta costa. Quando chegares ao nível do mar, podes dar um mergulho refrescante no Mar Mediterrâneo. Mas tem cuidado com as medusas! Algumas das mais belas calanques (de oeste para leste) são: Marseilleveyre, Sormiou, Morgiou, Sugiton, En-Vau e Port-Pin, cada uma com a sua própria beleza e personalidade. Além de a pé, também podes explorar a costa de caiaque, de prancha de stand-up paddle ou num passeio de barco organizado. Além disso, podes escalar algumas das falésias íngremes e há excursões de mergulho a partir de vários portos.

Algumas estradas que atravessam o maciço das Calanques são muito estreitas. Lembra-te também de que nem todas as estradas estão abertas o ano inteiro. Por exemplo, quando o tempo está bom e nos meses de verão, as estradas para as aldeias de Sormiou, Morgiou e Callelongue ficam fechadas ao tráfego motorizado. Nos meses de verão, o parque nacional pode ficar muito cheio e o número de parques de estacionamento é limitado. Por isso, o melhor é admirares esta reserva natural fora da época alta. A Calanque de Sugiton tornou-se tão popular que, hoje em dia, só a podes visitar após uma reserva online.

2. Route des Crêtes

Perto de Marselha, podes percorrer a belíssima Route des Crêtes com o teu carro alugado.
Perto de Marselha, podes percorrer a belíssima Route des Crêtes com o teu carro alugado. (Foto: https://unsplash.com/@amandine23)

Entre Cassis e La Ciotat, uma das estradas mais bonitas da Provença passa pelas impressionantes falésias de Soubeyranes: a Route des Crêtes. Este percurso panorâmico oferece vistas de cortar a respiração sobre o Mar Mediterrâneo, as praias e as falésias de calcário. Na verdade, não podes perder esta rota se visitares Marselha, porque é uma forma fantástica de descobrir a beleza selvagem da Provença.

Cassis é um local agradável para começares o percurso. É uma cidadezinha com um ambiente tipicamente provençal e alguns edifícios históricos, como o Château de Cassis, cujas primeiras fundações datam do século VIII, e a Église Saint-Michel, com belos afrescos. O porto está rodeado de cafés e esplanadas.

O ponto alto (literalmente) da Route des Crêtes é o majestoso Cap Canaille, a menos de cinco quilómetros do início, em Cassis. No cume, a 363 metros de altitude, a vista é, naturalmente, de tirar o fôlego. Consegues ver muito longe, até às ilhas do arquipélago de Riou.

Ao longo da estrada sinuosa, vês formações rochosas impressionantes com uma grande variedade de formas e cores: do branco brilhante ao cinzento escuro, intercaladas com tons avermelhados. Se não parares, consegues percorrer todo o trajeto em trinta minutos, mas ninguém faz isso, porque, pelo caminho, as vistas convidam-te a parar um pouco o teu carro alugado e a aproveitar o momento. Há muitos parques de estacionamento ao longo da estrada, embora em dias de bom tempo possa ser difícil encontrar um lugar livre. Muitas vezes, junto a um desses parques de estacionamento começa um percurso pedestre, que te permite chegar a locais menos movimentados.

Atenção: a Route des Crêtes é encerrada quando há grande risco de incêndios florestais (código vermelho) e em condições meteorológicas extremas (por exemplo, vento forte). Além disso, de finais de abril a finais de setembro, a estrada está fechada aos domingos ao tráfego motorizado. Nessa altura, podes alugar bicicletas (elétricas) tanto em Cassis como em La Ciotat.

3. La Ciotat

A pitoresca La Ciotat, perto de Marselha.
A pitoresca La Ciotat, perto de Marselha. (Foto: https://unsplash.com/@gunderandson)

Se começaste a percorrer a Routes des Crêtes em Cassis, La Ciotat fica no fim do percurso. E que cidadezinha mais gira! Podes estacionar o teu carro alugado no grande parque de estacionamento ao lado da marina ou no parque de estacionamento subterrâneo Indigo Vieux Port. Em ambos os casos, ficas no centro da cidade, junto ao porto antigo. Esse porto tem um ambiente autêntico e encantador, onde os iates não têm três andares de altura, mas há imensos barcos de pesca tradicionais (les pointus). À volta, tens uma grande variedade de esplanadas, mas não deixes de passear pelas ruelas estreitas nas traseiras, onde vais encontrar lojinhas surpreendentes.

La Ciotat teve um papel importante no desenvolvimento do cinema! Os inventores da câmara de cinema e do projetor, os irmãos Lumière, tinham lá uma casa de férias e filmaram a chegada de uma locomotiva a vapor à estação de La Ciotat. Exibiram esse filme no Eden-Théâtre, que ainda hoje é um cinema e, por isso, uma das mais antigas salas de cinema do mundo. Mais um pouco de história: no Musée Ciotaden, na antiga Câmara Municipal junto ao porto, podes aprender mais sobre a história (da construção naval) da cidade.

Uma das praias de seixos mais giras da costa sul francesa fica mesmo perto da cidade: a Calanque de Figuerolles. Lá podes dar um mergulho no mar turquesa, rodeado por rochas altas e sinuosas. A partir do porto antigo, chegas lá a pé em menos de meia hora, mas também podes estacionar o teu carro alugado nas proximidades. Não gostas muito de seixos? Também há praias de areia em La Ciotat, como a Plage Cyrnos, a Grande Plage e a Plage Lumière, mas podem ficar muito cheias no verão.

A travessia de ferry até à ilhota Île Verte não é barata, mas oferece uma bela vista sobre o rochedo sinuoso Bec de l’Aigle, que se ergue alto do mar e, de um certo ângulo, se assemelha mesmo a uma águia. Na própria ilhota, podes dar um mergulho numa das baías.

Bec de l'Aigle, com a Île Verte ao fundo, perto de La Ciotat, na costa sul de França.
Bec de l'Aigle, com a Île Verte ao fundo, perto de La Ciotat, na costa sul de França. (Foto: https://unsplash.com/@petit_prince_alex)

4. Aix-en-Provence

Marselha é uma cidade onde não tens propriamente a sensação de estares na Provença. A situação é bem diferente a apenas trinta quilómetros a norte, em Aix-en-Provence. Esta cidade, geralmente chamada apenas de Aix, é de uma beleza excecional, sobretudo no bairro de Mazarin, que por isso era também conhecido como «a pequena Versalhes». O centro é, em grande parte, zona pedonal e não é muito grande, mas garante passeios de horas a fio por ruelas estreitas e ao longo de imponentes «hôtels particuliers» e outros edifícios dos séculos XVII e XVIII. Aix é famosa pelas suas fontes. A maior delas fica na extremidade oeste do Cours Mirabeau, a avenida arborizada que atravessa o centro. A Fontaine Moussue, coberta de musgo, na mesma rua, é alimentada por uma fonte de água quente.

O Musée Granet é dedicado à pintura e à escultura de várias épocas. Claro que também há obras do grande impressionista francês Paul Cézanne, que nasceu em Aix e pintou muito na região. Ele gostava especialmente da natureza nas colinas de Sainte-Victoire, a leste de Aix-en-Provence, que imortalizou dezenas de vezes na sua arte. Podes visitar o seu estúdio lá. Um pouco a norte desse estúdio fica o Terrain des Peintres, onde podes ver as paisagens que inspiraram Cézanne. Também as Carrières de Bibémus, um pouco mais longe, eram um local muito apreciado pelo pintor

Grand Site Sainte-Victoire

O Monte Sainte-Victoire, a leste de Aix-en-Provence.
O Monte Sainte-Victoire, a leste de Aix-en-Provence. (Foto: https://unsplash.com/@vikhesse)

Há até uma estrada pelas colinas que tem o nome do pintor: a Route Cézanne (oficialmente a D17). Mesmo que não sejas fã do artista, vale mesmo a pena percorrer este percurso. A estrada leva-te à pequena localidade de Le Tholonet e ao Grand Site Sainte-Victoire. Podes estacionar o teu carro alugado num dos muitos parques de estacionamento desta zona e fazer caminhadas até cascatas, grutas ou até ao Pic des Mouches, que, com 1011 metros, é o ponto mais alto da cordilheira de Sainte-Victoire.

5. Arles

A Provença foi e continua a ser uma fonte de inspiração para vários artistas. Por exemplo, Vincent van Gogh teve o seu período mais produtivo quando esteve em Arles: lá, pintou cerca de duzentas pinturas e mais de cem desenhos e aguarelas. A casa onde morou já não existe, mas ainda existe o café que ele imortalizou no quadro «Terraço de café à noite». Também podes visitar o pátio do hospital, onde Van Gogh foi internado depois de ter cortado a orelha. Infelizmente, não há obras do pintor para admirar na cidade, a não ser que a Fundação Vincent van Gogh tenha algumas em empréstimo. Mas há sempre quadros de outros artistas em exposição permanente, em homenagem a Van Gogh.

O anfiteatro de Arles continua a ser um centro cultural da cidade.
O anfiteatro de Arles continua a ser um centro cultural da cidade. (Foto: https://unsplash.com/@xavierqu)

Na época romana, Arles era uma importante capital provincial e ainda há muitos vestígios dessa época, como o anfiteatro Les Arènes e, mesmo ao lado, o Théâtre Antique, que é mais pequeno. Estes ainda estão em uso: no verão, realizam-se aí peças de teatro e concertos. Durante a Feria d’Arles (na Páscoa e em setembro), o anfiteatro é palco de touradas. Na Place du Forum, pouco resta que lembre a praça central original dos romanos, mas por baixo encontras as abóbadas do criptopórtico. Perto do rio encontram-se as ruínas das termas romanas do imperador Constantino, as Thermes de Constantin. O Musée de l’Arles antique tem, entre outras coisas, mosaicos lindíssimos, sarcófagos ricamente decorados e um barco de fundo plano bem conservado que foi encontrado na lama do Ródano.

Não te esqueças de visitar La Roquette, a parte medieval de Arles. Antigamente era um bairro popular um pouco degradado, mas hoje em dia é um bairro muito procurado, com ruelas estreitas e praçinhas pitorescas, onde podes sentar-te tranquilamente numa esplanada.

Arles fica a cerca de noventa quilómetros de Marselha. Se alugaste um carro, chegas lá pela autoestrada em cerca de uma hora, mas é mais divertido seguir pelas estradas secundárias que atravessam as colinas de Les Alpilles.

6. Les Baux-de-Provence

As ruínas do castelo de Les-Baux-de-Provence.
As ruínas do castelo de Les-Baux-de-Provence. (Foto: https://unsplash.com/@olivvcha)

Se estiveres a passar por Les Alpilles, não podes deixar de visitar Les Baux-de-Provence. Esta aldeia fica num planalto elevado e, na Idade Média, era protegida por um castelo, do qual hoje só restam ruínas. Há três réplicas das enormes máquinas que eram usadas para defender o castelo e a aldeia. Realizam-se regularmente demonstrações com a enorme catapulta (trebuchet) que conseguia lançar pedras pesadíssimas a grandes distâncias. Claro que tens uma vista panorâmica sobre os olivais e as vinhas da região. No vilão, há muitos monumentos para admirar, incluindo a torre de menagem, uma igreja românica e o Hôtel de Manville. No Musée Yves Brayer podes ver pinturas do vilarejo e dos arredores. O Musée des Santons tem estatuetas dos séculos XVII e XVIII, vestidas com trajes tradicionais provençais.

Perto de Les Baux encontram-se duas pedreiras especiais: a Carrière de Sarragan, onde até há pouco tempo se guardava vinho de qualidade em barris de madeira, e as Carrières des Lumières, onde é exibido um espetáculo audiovisual impressionante nas paredes e no chão.

Les Baux é super popular, sobretudo no verão, e o número de lugares de estacionamento nas proximidades é limitado. Por isso, vai até lá de manhã cedo, para que ainda haja lugar para estacionar o teu carro alugado.

Mais tranquila é Saint-Rémy-de-Provence, que fica apenas a dez quilómetros mais a norte. É também uma cidadezinha bonita e foi aqui que Vincent van Gogh pintou, em 1889, o seu quadro mundialmente famoso «A Noite Estrelada».

7. La Camargue

A Camargue é uma importante zona de nidificação para os flamingos.
A Camargue é uma importante zona de nidificação para os flamingos. (Foto: https://unsplash.com/@jddesigns)

Arles é a porta de entrada para a Camargue, um dos maiores deltas fluviais da Europa. O enorme delta do Ródano é composto por lagos, lagoas, pântanos, canaviais, prados, dunas e zonas florestais. O símbolo por excelência desta região são os cavalos brancos da Camargue, mas vais encontrar aqui muito mais fauna especial. É uma das principais zonas de nidificação do flamingo na Europa e também é o habitat de castores, gado preto e centenas de espécies de aves. O Parc ornithologique de Pont de Gau é o local ideal para ver e fotografar inúmeras aves no seu habitat natural, incluindo flamingos-rosados, garças (prateadas), pernilongos e íbis. Os trilhos do parque percorrem um oásis de silêncio, apenas interrompido pelo canto dos pássaros, que podes observar de perto.

Podes explorar grande parte da Camargue de carro alugado, mas para te aproximares mais dos animais, é melhor saíres do carro e seguires um dos muitos trilhos pedestres. Ou aluga uma bicicleta na aldeia de Saintes-Maries-de-la-Mer e pedala pelo dique sem trânsito (Digue de la Mer) até ao farol Phare de la Gacholle. Pelo caminho, vais desfrutar de uma vista fantástica sobre os lagos, pântanos e salinas.

8. Aigues-Mortes e os lagos salgados

A pequena cidade fortificada de Aigues-Mortes, junto ao lago salgado que, nas condições certas, fica cor-de-rosa.
A pequena cidade fortificada de Aigues-Mortes, junto ao lago salgado que, nas condições certas, fica cor-de-rosa. (Foto: https://unsplash.com/@xaviqu)

A oeste da Camargue encontram-se enormes salinas. Por si só, já valem a pena visitar, especialmente quando têm uma elevada concentração de sal e algas, o que lhes confere uma cor rosa intensa. A melhor altura para veres os lagos de sal cor-de-rosa é nos meses de junho e julho. Perto destes lagos fica uma cidade fortificada medieval muito especial, Aigues-Mortes (que significa «águas mortas»). Foi fundada no século XIII pelo rei Luís IX. Apesar de Aigues-Mortes ter uma história agitada, a muralha medieval está bem preservada. Ainda se podem ver alguns buracos de bala, testemunhas silenciosas das guerras religiosas que aqui assolaram. Podes percorrer toda a muralha à volta da cidadezinha retangular, passando por várias torres. Algumas delas têm exposições, nomeadamente sobre a história destas fortificações. Claro que tens uma bela vista sobre a cidadezinha, as salinas e o Canal do Ródano, especialmente a partir da Tour de Constance, o ponto de partida e de chegada do passeio pela muralha.

9. Aldeias e natureza no Luberon

A profusão de cores no Colorado provençal é impressionante.
A profusão de cores no Colorado provençal é impressionante. (Foto: https://unsplash.com/@slimmars13)

Se conduzires de Aix-en-Provence para norte, vais chegar ao Parc naturel régional du Luberon, um parque natural com cadeias montanhosas, formações rochosas, ribeirinhos, aldeias pitorescas e uma enorme variedade de trilhos para caminhadas e ciclismo pela natureza deslumbrante. Se quiseres mesmo descobrir esta região, podes passar vários dias só por aqui. Mais ou menos no centro do parque fica a cidadezinha de Apt. A nordeste daí, encontras o «Colorado provençal», assim chamado porque a paisagem em tons de ocre lembra a do Colorado americano. A partir do parque de estacionamento para o teu carro alugado, há dois percursos. O percurso azul demora cerca de 45 minutos, enquanto o percurso laranja tem o dobro da duração. Vais ficar impressionado com as formas geológicas caprichosas e as cores deslumbrantes.

Gordes, uma das muitas aldeias pitorescas nas montanhas da região de Luberon.
Gordes, uma das muitas aldeias pitorescas de montanha da região de Luberon. (Foto: https://unsplash.com/@bozh_ntu)

Esses tons de ocre estão presentes nas paredes de Roussillon, a aldeia mais famosa nas alturas do Luberon. Mas também vais encontrar um ambiente autêntico e casas tradicionais noutras pérolas medievais como Gordes, Ménerbes, Saignon, Cucuron e Lourmarin. Nesta última aldeia fica o castelo renascentista mais antigo da Provença. Perto de Gordes fica uma aldeia restaurada, a Village des Bories, composta por casas e cabanas de pedra centenárias. É um sítio fantástico para ir com as crianças, porque lá podem construir a sua própria cabana!

Perto da aldeia de Oppedette, o rio Calavon esculpiu desfiladeiros profundos nas rochas calcárias. Há um percurso pedestre de dois quilómetros que passa mesmo ao lado destas gargantas e que é fácil de percorrer se estiveres em boa forma física. Também podes descer até às Gargantas de Oppedette, mas, para isso, precisas de bons sapatos de caminhada e não podes ter medo de alturas!

Manosque, na parte leste da região de Luberon, é a maior cidade da Alta Provença. As muralhas medievais que rodeavam o centro histórico desapareceram em grande parte, mas os portões de entrada, a Porte de Soubeyran e a Porte Saunerie, ainda estão de pé.

Campos de lavanda perto de Valensole

Nos meses de verão, podes apreciar a lavanda em flor.
Nos meses de verão, podes apreciar a lavanda em flor. (Foto: https://unsplash.com/@le_sixieme_reve)

Nenhuma viagem à Provença está completa sem uma visita aos famosos campos de lavanda. Para isso, apanha o teu carro alugado em Manosque e segue para leste, em direção a Valensole. Quanto mais te aproximares dessa vila, mais desses lindos campos ondulantes e roxos vais ver. Pelo menos, se fores lá nos meses de verão, quando a lavanda está em flor.

10. Maciço de Sainte-Baume

A leste de Marselha fica a cordilheira de Sainte-Baume, cujo ponto mais alto se eleva 1148 metros acima da região circundante. Graças ao clima ameno, o maciço é uma das principais reservas de água da Provença, onde nascem inúmeros rios. A área circundante é um parque natural regional e podes fazer passeios fantásticos ao longo de ribeiros, falésias escarpadas e ruínas de castelos. O caminho até lá, vindo de Marselha (pelas estradas D2 e D80), já é espetacular, com muitas curvas fechadas e vistas fantásticas.

Quer sejas religioso ou não, a gruta de Maria Madalena tem uma localização linda.
Quer sejas religioso ou não, a gruta de Maria Madalena tem uma localização linda.

Os percursos de caminhada mais populares até ao cume começam na aldeia de Plan d’Aups, junto a uma pousada gerida por monges e freiras dominicanos. Um percurso de dois quilómetros leva a uma gruta onde se diz que Maria Madalena terá passado os seus últimos dias. A caminhada até este local de peregrinação não é muito difícil, mas o percurso até ao ponto mais alto, o Jouc de l’Aigle, é mais exigente. É notável o contraste entre o lado norte e o lado sul da cordilheira: as encostas a norte estão cobertas por uma densa floresta, enquanto as encostas a sul são formadas por rochas nuas e irregulares. Estas últimas representam um desafio para os alpinistas. A norte da pousada, podes visitar as grutas de Castelette, formadas pelo pequeno rio subterrâneo Huveaune.

Porquê alugar um carro na Provença

Muitas aldeias, locais históricos e a belíssima natureza da Provença só são facilmente acessíveis com transporte próprio. Além disso, tens toda a liberdade para parar onde, quando e por quanto tempo quiseres. Já deves conhecer estas vantagens de alugar um carro, mas sabes quando é que isso também é uma solução ideal? Se gostas de boa comida! Se estiveres numa cidade turística como Saintes-Maries-de-la-Mer ou noutro local muito procurado, pode ser bastante difícil encontrar um restaurante que sirva comida autêntica e saborosa. A solução? O teu carro alugado! Com ele, podes dirigir-te facilmente a uma «ferme auberge» mais afastada, onde vais encontrar a verdadeira cozinha regional. Estes restaurantes tradicionais franceses em quintas uniram-se e, no site oficial, podes ver quais estão nas tuas proximidades.

Vista do Rocher de Rocalinaud, na Provença.
Vista do Rocher de Rocalinaud, na Provença. (Foto: https://unsplash.com/@thomasmarchand)

Aluguer de carros só de ida a partir de Marselha

Nos arredores de Marselha há muito para fazer e descobrir, sem precisares de te afastar muito. Mas se tiveres tempo e quiseres fazer viagens mais longas, considera alugar um carro para o que se chama de «aluguer só de ida». Isso significa que recolhes o carro num local e o devolveste noutro. Dessa forma, podes viajar mais longe, porque não precisas de devolver o carro de aluguer ao ponto de partida. Basta indicares outro destino onde queiras devolver o carro e mostramos-te apenas os carros de aluguer em que isso é possível. As viagens «one-way» mais populares a partir de Marselha são para Lyon, a belíssima cidade histórica na confluência dos rios Ródano e Saône, para Toulouse, a porta de entrada para os Pirenéus, ou mesmo mais longe, para Bordéus, uma cidade que está a tornar-se cada vez mais popular.

Alugar um carro e o TGV

Se quiseres alugar um carro para explorar a Provença a partir de Marselha, podes, claro, fazer a reserva no aeroporto, o Aéroport Marseille-Provence, ou na própria cidade, mas já pensaste em combinar o aluguer de carro com o comboio de alta velocidade TGV? Por exemplo: primeiro, uma escapadela urbana de alguns dias a Paris e, depois, apanhar o comboio para chegar em três horas à estação do TGV de Marselha Saint-Charles e lá entrar no teu carro alugado. Ou, se quiseres evitar a agitação da cidade, podes ir até à estação do TGV de Aix-en-Provence, que foi construída fora da cidade, junto à autoestrada D9, o que te permite entrar diretamente na Provença rural. Comboio e carro alugado: uma combinação perfeita para umas férias maravilhosas em França!

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